segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Motorola prepara celular com assinatura acústica

Empresa faz investimento de risco em sistema francês capaz de notar toques do usuário sob vidro, plástico, metal e até mandeira.O braço de investimentos de risco da Motorola investiu uma quantia não revelada em uma empresa que acredita representar o futuro das interfaces baseadas no toque.

Se a Motorola adotar as tecnologias desenvolvidas pela Sensitive Object, uma empresa nascida no Centro Nacional Francês para Pesquisa Científica, terá uma alternativa a mais para torná-la novamente competitiva no mercado de celulares.

A Sensitive Object desenvolveu uma tecnologia que usa tecnologia acústica, em vez de capacitiva, resistiva ou óptica, para comandar o mecanismo de toque.

Quando um usuário toca um aparelho equipado com a tecnologia da Sensitive Objects, esse toque produz ondas sonoras que localizam de forma únicas o ponto do impacto.


Ondas de som
A tecnologia usa um painel de vidro equipado com sensores para detectar as ondas de som. Usando algoritmos de processamento de sinal, ele reconhece a assinatura acústica ligada a um toque em uma posição específica.

Uma vez que a assinatura é reconhecida, ela dispara a ação prevista pela aplicação que é executada no aparelho.

A empresa diz que a tecnologia pode ser aplicada a qualquer superfície solida, incluindo vidro, plástico, metal e madeira.

Isso significa que ela poderia ser aplicada a um celular inteiro, por exemplo, incluindo os lados e a parte de trás. Usuários poderiam jogar um game no celular, por exemplo, que exigisse toques em qualquer parte do aparelho.

A Sensitive Object foi fundada em 2003 e tem equipes de engenharia em Paris e Cingapura.

iPhones originais também estão vulneráveis

Segundo o engenheiro Nicholas Seriot, mesmo o aparelho sem jailbreak permite que programas roubem dados confidencias.

Em novembro, os usuários de iPhones foram bombardeados com notícias sobre novos vírus para o aparelho, que podem simplesmente inserir a foto de um cantor dos anos 1980 a coisas mais graves, como a criação de botnets e o roubo de dados.

Segundo o engenheiro de software suíço Nicholas Seriot, todos os usuários de iPhone (com ou sem jailbreak) correm riscos. Para comprar sua tese, ele demonstrou que vários aplicativos instalados no celular já podem ler seu catálogo de endereços, roubar números de telefones, checar seus histórico de navegação, rastrear seus movimentos de GPS e muito mais.